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A Doutrina Espírita conscientiza sobre os flagelos e incentiva o cultivo dos valores morais

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O presidente da Federação Espírita do Maranhão (FEMAR), Osmir Freire (foto), ressalta a contribuição da Doutrina Espírita para a compreensão dos desafios que afetam a humanidade, a exemplo da pandemia do coronavírus e das dificuldades econômicas geradas. “Essa pandemia, diferente de outras tragédias, afeta todos os países. Isto vai levar o mundo todo a repensar suas condutas, fortalecer o sentimento de fraternidade e solidariedade, levando a Humanidade a ser menos egoísta e procurar ajudar as comunidades excluídas de todo e qualquer progresso. A tendência é ser superado qualquer tipo de preconceito”, esclarece. Confira a entrevista a seguir.

1) Qual o objetivo das epidemias – como a atual, a partir da ótica da Doutrina Espírita?

Osmir Freire – Na questão 737, de O Livro dos Espíritos, em que Allan Kardec trata de flagelos destruidores, os Espíritos Superiores informam que Deus utiliza esses recursos destruidores para fazer com que a Humanidade progrida mais depressa, que a destruição às vezes é necessária para a regeneração moral dos Espíritos.

São fenômenos naturais que ocorrem para promover o equilíbrio das estruturas do planeta, tanto físicas quanto psíquicas, para permitir que a Humanidade avance.

O coronavírus comparece nessa mesma linha de consideração, conforme o Codificador tratou desses flagelos.

Essa pandemia, diferente de outras tragédias, afeta todos os países. Isto vai levar o mundo todo a repensar suas condutas, fortalecer o sentimento de fraternidade e solidariedade, levando a Humanidade a ser menos egoísta e procurar ajudar as comunidades excluídas de todo e qualquer progresso. A tendência é ser superado qualquer tipo de preconceito.

Recomendamos seguir as orientações da Ciência Médica, no campo da prevenção, higiene, isolamento social, assim como da Ciência Espírita, que nos fortalece na fé, que nos proporciona a compreensão elevada da vida e nos favorece a serenidade. A Doutrina Espírita nos conscientiza de que as crises dos flagelos fazem que procuremos cultivar os valores morais, antes esquecidos.

2) Como podemos cuidar das emoções nesse contexto de isolamento social?

Osmir Freire – Compreendemos que tudo que nos acontece é para o nosso bem, portanto, devemos procurar a melhor forma de convivermos com a situação. Temos de ter uma visão positiva da vida. A Doutrina Espírita colabora muito com essa percepção, à medida que revela as leis de Deus, facilitando a compreensão de tudo que nos acontece.

Nas catástrofes as pessoas se mostram solidárias, se juntam para se ajudarem e se surpreendem com o resultado positivo dessa união. O isolamento é oportunidade para refletir sobre a vida, ocuparmos bem o tempo com atividades nobres, enriquecedoras e nos dedicarmos mais à família.

É natural que o medo abale muitas pessoas diante de um flagelo, mas deve ser bem administrado, para não gerar pânico e, assim, paralisar a criatura. O medo deixa a pessoa em situação de vulnerabilidade, porque ataca as suas defesas. Devemos nos educar com a visão espiritual da vida, estimulando-nos na coragem e na fé, sabendo que não estamos sozinhos, tampouco desamparados. Jesus está no comando de tudo.

Aproveitemos a tecnologia para ocupações construtivas, atualizações e aprimoramentos, em temas de nosso interesse, usando o meio virtual.

Além dessas reflexões, recomendemos a prece por nós mesmos e especialmente a prece solidária, que pode ser dirigida a todos aqueles que podem ser alcançados pelos nossos pensamentos, como familiares e amigos, profissionais que auxiliam os doentes e os que sofrem.

3) Cuidar da saúde do corpo físico é cumprir as leis de Deus?

Osmir Freire – A proposta contida na velha máxima “mente sã em corpo são” é a de que devemos cuidar bem do corpo, promovendo a saúde e prevenindo as enfermidades, considerando ser ele instrumento da alma, para o seu progresso, ao longo de sua trajetória evolutiva. Ele saudável influencia a alma, permitindo que ela se sinta livre, se expanda e, assim, cumpra com a sua nobre missão de ajudar o Espírito a se relacionar no mundo físico, buscando sempre o seu progresso.

Devemos ver no corpo uma das maravilhas de Deus. É uma construção perfeita, com vários órgãos convivendo em harmonia, favorecendo o aprendizado do Espírito, o que lhe acarreta a necessidade de protegê-lo, de fazer com que ele tenha uma vida longa, conforme exige a lei de conservação. Para tanto, deve fugir dos vícios físicos e morais que o possa prejudicar, pois todo esforço tem de ser no sentido de prolongar a vida e não de encurtá-la.

Na obra “Nosso Lar”, do Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, há a informação de que André Luiz desencarnara devido a um suicídio, o que o deixara surpreso.

Foi informado ter cometido imprudências que acarretaram problemas. O aparelho gástrico afetado por excessos de alimentação e de bebidas alcoólicas. Seu modo de agir, sem controle emocional.  Seu caso era, portanto, de suicídio, embora não consciente.

Dessa forma, estejamos todos conscientes de que o momento é de vigilância e de muita oração, para fortalecer nossa fé e confiança no Pai que sempre está conosco, lembrando que o próprio Cristo é que está no leme conduzindo o Planeta nesta fase de mudança, de transformação, nesta fase de transição.

 

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